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A moça feia sorria e debruçava na janela, tanta era a alegria que a banda causava nela Ninguém contava estrelas pra lua ninguém ligava, inguém via rosa triste só a band que passava Minha pequena Lulu ficava de lá pra cá, virando retreta a rua Boaventura de Sá Mas para o meu desencanto o que era doce acabou, passou todo aquele encanto, a vida também passou No destino ninguém manda noutras terras vim morar e nunca mais vi a banda com seu Djalma passar Era um tempo em que ninguém andava à toa na vida numa cidade bonita toda de verde, vestida A cidade tinha banda o mestre era seu Djalma que desfilava espalhando alegria a toda alma Todos nós, em nossa casa ao ouvir o som da banda corríamos, alvoraçados para vê-la, da varanda Quando ela aparecia lá pros lados do mercado, descia a ladeirinha com seu Djalma de lado Os velhinhos suspiravam, a meninada sorria, moços e moças sonhavam e a marcha alegre insistia.
Inah Bezerra
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